TV e Rádio são apontados como meios preferíveis para buscar informações sobre as eleições deste ano

O debate eleitoral, em função das eleições municipais deste ano, está se reconfigurando em função da pandemia de Covid-19. A comunicação é um ponto central de qualquer campanha e dados de uma sondagem feita pelo Clube da Opinião, em Porto Alegre, mostram um “passo atrás” que pode ser dado pelos cidadãos neste ano: buscar informação sobre as candidaturas em veículos tradicionais da imprensa e não nas redes sociais.

A sondagem, feita entre os dias 14 e 20 de maio, obteve respostas de 759 moradores da Capital. Quando perguntados “como você pretende saber mais sobre as candidaturas das eleições de 2020”, 51% destacou a televisão como meio preferencial, seguido do rádio, com 41% – era possível sinalizar mais de uma opção. Só em terceiro e quarto lugares figuram meios digitais: o Facebook, com 37% da preferência, e o WhatsApp, com 32%.

A jornalista Flávia Lima Moreira, diretora do Clube da Opinião, avalia a volta da televisão como fonte principalmente de informação principalmente por causa das fake news. “As pessoas já não sabem no que acreditar. A televisão voltou a ser uma fonte de segurança. Não vejo como retrocesso, porque faz o jornalismo ser algo mais importante”, pondera.

Dados da sondagem do Clube da Opinião

Para ela, especialista em comunicação política, a comunicação do Facebook e WhatsApp é mais dedicada aos extremos em função dos algoritmos. No caso do Facebook, geram mais engajamento e alcance as publicações que buscam atacar alguém. “As pessoas estão cansadas disso. Essas redes sociais deveriam rever as suas políticas de algoritmos. A forma como elas funcionam hoje incentiva a produção de fake news”.

O desencontro de informações e a própria desinformação durante a pandemia estão colocando as pessoas diante da necessidade de buscarem segurança. “A pandemia fez com que a gente retomasse a busca pela informação fiel, real, confiável porque se trata da vida da gente”, comenta Flávia. A TV, para ela, volta a ter um protagonismo forte, apesar do digital chegar na mão das pessoas o tempo inteiro. “É um processo que vai diferenciar o bom do mau jornalismo também”.  

Fonte original aqui.

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